Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Política

Raquel Lyra critica ataques nas redes e aponta desordem entre Poderes

Reeleita em Pernambuco, governadora relata violência eleitoral e preserva neutralidade no segundo turno presidencial

Única mulher eleita para comandar um governo estadual no primeiro turno das eleições de 2026, a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), cobrou regras para conter a violência política e criticou a indefinição de competências entre as instituições da República em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta segunda-feira.

A governadora afirmou ter sido uma das figuras públicas mais agredidas do país durante a disputa e defendeu a regulamentação urgente das redes sociais para coibir a ação de robôs e disparos em massa. Segundo ela, o ambiente político tem sido degradado pela falta de limites na disputa pelo poder e pela judicialização excessiva, o que enfraquece o debate sobre soluções para a população.

Lyra também alertou para o que chamou de confusão nas atribuições entre o Congresso Nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Supremo Tribunal Federal (STF) e os tribunais regionais. A gestora avaliou que a ausência de papéis claros gera insegurança jurídica e impede os administradores de saberem a que instância recorrer diante de litígios institucionais.

Sobre o segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a governadora manteve-se sem declarar voto oficial. Embora tenha agradecido a Lula pelos recursos federais direcionados a Pernambuco durante o mandato, ela afirmou que o estado manterá pontes institucionais com qualquer candidato que sair vencedor das urnas.

Com informações de Google Notícias e Estadão.

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