Risco-país da Argentina sobe ao maior nível desde 2024 após eleições nos EUA
Indicador saltou 6,3% diante do temor de que o avanço democrata no Legislativo reduza o apoio financeiro a Javier Milei
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O risco-país da Argentina avançou 6,30% nesta quinta-feira (5) e encerrou negociado aos 1.049,41 pontos, alcançando o nível mais elevado registrado pelo indicador financeiro desde dezembro de 2024.
O avanço encarece o custo de captação de recursos no exterior para o governo do presidente Javier Milei e pressiona as cotações de papéis da dívida soberana, ampliando a volatilidade do mercado cambial e a percepção de fragilidade das contas públicas do país vizinho.
A reação negativa do mercado financeiro foi desencadeada pela confirmação da derrota dos correligionários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3). O Partido Democrata assegurou a maioria em ambas as Casas do Legislativo norte-americano, obtendo 251 das 435 vagas na Câmara dos Deputados e ao menos 54 dos 100 assentos no Senado.
Diante do novo equilíbrio político em Washington, analistas econômicos avaliam que a Casa Branca enfrentará restrições para viabilizar auxílios monetários ou articulações bilaterais em favor de Milei, que contou com o alinhamento com Trump para negociar frentes de alívio fiscal e suporte institucional desde o fim de 2025.
Refletindo a cautela dos credores, o preço do título público soberano da Argentina com vencimento em setembro de 2029 caiu 2,50%, cotado a 48,185 dólares, ao passo que os rendimentos exigidos subiram de 8,4% para 9,2%, aguardando a consolidação das primeiras votações do novo Congresso americano.
Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.
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