Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Urgente Passageiros de voo evitam desastre após copiloto esfaquear comandante a caminho de Israel
Política

Sala de lanches retrata racha e 'guerra fria' entre ministros do STF

Antessala do plenário é dividida entre os que se sentam à mesa e os que evitam contato; clima foi afetado por acusações e relatório recente

Supremo Tribunal Federal
Foto: Nicholas Bittencourt / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A tradicional antessala do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), onde os ministros costumam tomar café e lanchar antes das sessões, tornou-se o reflexo silencioso da atual crise interna da Corte. O ambiente, antes marcado por interações amigáveis e risadas, agora está mais vazio e dividido entre grupos que evitam até mesmo o contato visual.

De acordo com relatos apurados pelo Estadão, a tensão escalou após uma sessão recente em que magistrados trocaram acusações aos gritos. Na semana passada, o desconforto foi visível: ministros como Edson Fachin, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes chegaram a dividir o espaço com André Mendonça e Luiz Fux, mas se separaram. Enquanto alguns ocuparam a grande mesa redonda, outros preferiram um sofá lateral, consolidando uma "guerra fria" não declarada e o distanciamento entre ex-aliados.

A ruptura mais evidente envolve Alexandre de Moraes e André Mendonça, que deixaram de se falar após Mendonça divulgar um relatório com indícios contra o colega. O silêncio estendeu-se a Luiz Fux, que havia saído em defesa de Mendonça. No plenário, apesar do racha, Moraes e Mendonça continuam a sentar lado a lado, respeitando a ordem de antiguidade do Tribunal.

Em meio ao clima hostil, o decano Edson Fachin tem atuado como mediador, buscando pautar julgamentos consensuais para evitar novos embates na Corte. A sala de lanches do STF já foi cenário de outros episódios tensos no passado, como a discussão entre Joaquim Barbosa e Eros Grau, e a confissão do ex-PGR Rodrigo Janot de que foi armado ao local com a intenção de atirar em Gilmar Mendes.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise