Seca na Amazônia reduz capacidade de navios e força transbordo de cargas no Amazonas
Nível dos rios em Itacoatiara limita calado das embarcações e eleva procura por transporte aéreo
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A estiagem nos rios da Amazônia, intensificada pelos efeitos do fenômeno El Niño, passou a restringir a navegação comercial de cargas nesta terça-feira (27), obrigando navios porta-contêineres a reduzir peso para não encalharem.
O obstáculo logístico encarece o transporte de insumos e produtos para o Polo Industrial de Manaus e estimula a demanda pelo frete aéreo como alternativa emergencial de abastecimento.
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a consultoria Solve Shipping, as embarcações que chegam a Itacoatiara, no Amazonas, precisam descarregar cerca de 300 contêineres em balsas menores através de um píer temporário. O calado local caiu para 10,2 metros, abaixo da profundidade habitual de 11,5 metros registrada fora do período de seca. Apesar dos transtornos operacionais, analistas apontam que a estiagem atual é menos severa do que as marcas históricas registradas em 2023 e 2024.
Os armadores mantêm as operações com transbordo provisório e aguardam a retomada do regime de chuvas nos próximos meses para normalizar o calado e a capacidade máxima das rotas fluviais.
Com informações de UOL e Folha.
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