Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Economia

Setor de carne de laboratório adapta projetos e foca em produção de alimentos de nicho

Após a queda no fluxo de investimentos, empresas mudam as promessas originais e investem em salsichas, comida animal e ingredientes menores

Carne cultivada em laboratório durante preparo
Foto: World Economic Forum / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Após anos levantando investimentos para tentar banir a necessidade de animais nas linhas de produção de comida e vislumbrar pratos nobres criados do zero, as empresas de alimentos cultivados em laboratório mudaram a sua estratégia industrial. Com as fontes de dinheiro diminuindo, o foco imediato passou a abranger os mercados mais práticos, como rações de cães, processados, embutidos em formato de salsichas e gordura suína para outros produtos.

As dificuldades da indústria estão ligadas ao alto custo de manter a estabilidade no tratamento de pequenos pedaços de células que são replicados em grandes reatores. Só no ano passado, o faturamento das startups limitou-se a US$ 74 milhões perante a ausência dos investidores que se retraíram diante dos longos períodos para obtenção de registros nos governos.

Para investidores do setor ouvidos pelo Financial Times, como Jim Mellon, algumas startups erraram a leitura do mercado. Ele afirma que o negócio do alimento cultivado se trata de um processo industrial com margens rígidas, diferente das startups de tecnologia e de aplicativos do Vale do Silício. Agora, a busca por escala tenta provar o conceito na base da pirâmide de suprimentos, garantindo a venda de partes básicas e gorduras.

Com informações de UOL e Folha.

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