Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Economia

Setor de infraestrutura pede redução de juros e espaço no Orçamento para obras

Empresários avaliam que o atual modelo de concessões se consolidou independentemente do vencedor das eleições, mas apontam os altos custos como principal entrave.

O senador Flávio Bolsonaro no Plenário do Senado
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Enquanto a disputa pelo Palácio do Planalto avança para o segundo turno entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as grandes empresas que formam o setor de infraestrutura concentram sua atenção na economia real. A principal demanda das construtoras e concessionárias para quem assumir o próximo governo é a redução da taxa de juros do país e a liberação de mais espaço no Orçamento público para alavancar obras de grande porte.

O alerta do setor se deve ao fato de que grandes construções — como pontes, ferrovias e portos — exigem somas monumentais de dinheiro na largada e só geram lucro depois de muito tempo de operação. Com as taxas de juros nas alturas, pegar dinheiro emprestado no mercado custa caro, o que freia as companhias de assumirem novos projetos voltados para o longo prazo.

Apesar do atual cenário de encarecimento do crédito, líderes empresariais e especialistas avaliam de forma positiva as bases estabelecidas nos últimos anos. Segundo Ronei Glanzmann, que chefia o MoveInfra, grupo das seis maiores empresas do ramo no país, o sistema de concessões virou uma agenda consolidada de Estado, forte o bastante para avançar sem solavancos, seja em governos de direita ou de esquerda.

Com investimentos previstos de R$ 300 bilhões apenas neste ano de 2026 — montante que é custeado em 84% pela iniciativa privada —, o mercado de infraestrutura pressiona a equipe dos presidenciáveis em busca de sinalizações sobre como ampliar o uso dos recursos públicos e resolver litígios acumulados em contratos do passado.

Com informações de UOL e Folha.

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