Domingo, 08 de novembro de 2026
Mundo

Síria proíbe mulheres em novos cursos universitários de segurança e defesa nacional

Norma do Ministério da Educação também impõe restrições nas indústrias de energia e trens

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O Ministério da Educação da Síria anunciou novas regras de admissão que restringem ou vetam totalmente a matrícula de mulheres em instituições de ensino superior ligadas à segurança e à defesa do país, provocando protestos de estudantes em cidades como Damasco.

A medida compromete a formação de universitárias que pretendiam seguir carreiras técnicas e estratégicas, forçando as jovens a buscar vagas em cursos generalistas ou a se deslocar para províncias distantes, onde enfrentam custos de moradia e resistência social em viver sozinhas.

As restrições atingiram a Universidade Nacional de Ciências da Defesa, com cursos agora restritos a homens, e a Universidade Síria de Ciências da Segurança, onde a maioria das vagas passou a ser masculina. As limitações governamentais também foram estendidas para além da área militar, afetando um instituto ferroviário em Aleppo, um curso de rádio e centros de treinamento do setor de petróleo e gás em Rmeilan, Homs, Deir ez-Zor e Baniyas.

Com as novas diretrizes em vigor, os próximos passos do ano letivo sírio devem aprofundar o debate internacional sobre o recuo nos direitos femininos e a imposição de regras conservadoras no sistema educacional do país.

Com informações de DW Brasil, UOL e Terra.

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