Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Brasil

Tenente-coronel nega feminicídio de soldado em depoimento de oito horas à Justiça

Geraldo Neto sustenta inocência, mas laudos periciais descartam versão de suicídio em São Paulo

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Neto negou à Justiça, durante interrogatório de mais de oito horas, ter assassinado a soldado Gisele Alves, sua ex-companheira, morta a tiros em fevereiro deste ano na capital paulista.

A audiência representa a etapa final de depoimentos antes de a Justiça decidir se o oficial responderá pela acusação de feminicídio perante o tribunal do júri popular.

Em trechos da sessão divulgados no domingo (11) pelo programa Fantástico, da TV Globo, o militar alegou inocência e declarou que pretendia comprovar que a vítima cometeu suicídio. O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro no apartamento do casal, no bairro da Barra Funda, e o tiro que matou a soldado partiu da arma regulamentar do tenente-coronel, que estava sozinho com ela no local.

A tese da defesa, contudo, é confrontada por três laudos periciais da Polícia Científica que descartam a hipótese sustentada pelo acusado. O relatório complementar mais recente apontou que a trajetória do disparo torna impossível a hipótese de tiro disparado pela própria vítima, além de reprodução simulada desmentir a narrativa do réu sobre a posição do corpo na sala. O magistrado responsável pelo processo definirá nos próximos dias se encaminha o caso a júri.

Precisa de ajuda? O CVV atende pelo telefone 188, de graça, 24 horas.

Com informações de Terra e UOL.

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