Tennessee deve executar primeira mulher em 200 anos; defesa tenta evitar pena de morte
Christa Pike foi condenada por assassinato cometido quando tinha 18 anos, em caso marcado por suposto ritual satânico
O estado americano do Tennessee programou para esta quarta-feira a execução de Christa Pike, de 50 anos, condenada à pena capital pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Caso a injeção letal seja administrada, Pike será a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos.
O crime ocorreu quando Pike tinha 18 anos. Ela e o namorado, Tadaryl Shipp, que era menor de idade, atraíram Slemmer, a espancaram e a mataram durante um acampamento para adolescentes problemáticos. O assassinato ganhou grande repercussão porque a vítima foi encontrada com um pentagrama esculpido no corpo e os autores teriam se gabado do crime. Shipp recebeu prisão perpétua com possibilidade de condicional.
Após anos de recursos sem sucesso, a equipe de defesa de Pike apresentou um pedido de clemência de 226 páginas argumentando que, se o crime ocorresse hoje, ela não receberia a pena de morte. Os advogados apontam que detalhes sobre o histórico de doença mental, abandono e abuso sexual severo sofrido pela condenada na infância não foram devidamente considerados pelo júri na época da condenação. Especialistas em direitos humanos da ONU também pediram a suspensão da execução.
A mãe da vítima declarou desejar que a sentença seja cumprida para que a filha possa descansar. Segundo a mídia britânica, Pike comunicou a amigos que não deseja a presença de entes queridos durante a execução. Desde a década de 1970, apenas 18 mulheres foram executadas nos Estados Unidos, contrastando com as sentenças aplicadas a mais de 1.600 homens.
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