Terça-feira, 27 de outubro de 2026
Economia

Tesouro Direto tem títulos com IPCA+ 8% e prefixados acima de 15% após eleição

Com forte oscilação nos juros futuros, papéis longos desvalorizam até 20% na marcação a mercado

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O Tesouro Direto retomou suas operações na tarde desta segunda-feira (26) após interrupções nas negociações, passando a oferecer títulos atrelados à inflação com retorno superior a 8% ao ano e papéis prefixados acima de 15%, impulsionados pela volatilidade no mercado financeiro após o segundo turno presidencial.

A disparada nas taxas ofertadas gerou um tombo expressivo no preço unitário dos papéis mantidos em carteira por investidores que adquiriram títulos anteriormente, decorrente do mecanismo contábil de marcação a mercado, com quedas que ultrapassaram 20% em vencimentos longos como o Tesouro IPCA+ 2050.

As vendas de papéis prefixados e indexados ao índice de preços ao consumidor haviam sido paralisadas durante a manhã pela Secretaria do Tesouro Nacional devido a fortes oscilações nos contratos de juros futuros negociados na B3. Na sexta-feira anterior, os mesmos títulos prefixados remuneravam abaixo de 13% e os indexados à inflação pagavam cerca de 6% mais IPCA, o que evidenciou a rápida correção exigida pelos compradores.

Para atenuar a pressão sobre a curva de juros soberana, o Tesouro Nacional cancelou todos os leilões rotineiros de venda de títulos programados para a semana e convocou para esta terça-feira (27) um terceiro leilão extraordinário de recompra voltado a até 4 milhões de títulos de inflação.

Com informações de Seu Dinheiro, Money Times e Exame.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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