'The Social Reckoning' aprofunda reflexão sobre o impacto das redes sociais
Em sequência espiritual do filme lançado há mais de uma década, o roteirista e diretor Aaron Sorkin explora a denúncia de ferramentas prejudiciais na gigante de tecnologia
O consagrado cineasta e dramaturgo Aaron Sorkin retorna aos cinemas nesta quarta-feira (9) com a aguardada estreia de "The Social Reckoning", onde ele volta às origens problemáticas do Facebook e as suas drásticas ramificações globais como um veículo impiedoso. A obra chega aos telespectadores como uma forma de sucessão e também companheira espiritual das críticas feitas por "A Rede Social" (2010), filme que conferiu uma cobiçada estatueta do Oscar de roteirização ao próprio Sorkin no passado não tão distante.
Essa reapresentação dos dramas que perpassam a criação da Big Tech atrai a imersão nos lares por tratar de falhas muito perceptíveis pela base diária de interações sociais e pelo clima destrutivo fomentado sistematicamente em prol do tráfego das gigantes de engajamento do Vale do Silício. É no mergulho no dia a dia instável das grandes massas de pessoas que essa mais nova empreitada de entretenimento de duas horas procura fincar e firmar a sua profunda legitimidade como crítica real aos descaminhos do planeta.
Em publicações de resenhas de veículos conceituados do jornalismo especializado britânico, é evidenciado que dezesseis anos após a versão sombria e frenética sob a batuta de seu parceiro e ex-diretor David Fincher, o filme de Sorkin adota agora uma visão mais abrangente e madura no seu arco ao escrutinar o universo isolado e magnata de Mark Zuckerberg. Em contraponto aos dramas acadêmicos dos universitários da versão anterior, a direção explora dessa vez o ativismo amedrontado e os embates de mentes e consciências inquietas que delataram para as autoridades os estragos corporativos e as políticas abusivas na atualidade contemporânea.
Assumindo contornos sarcásticos, fatalmente rígidos e permeado de seriedade quanto aos temas explorados, os críticos apontaram na publicação que a internet ficou bem mais palatável como alvo passivo do ativismo, trazendo a atriz escalada Mikey Madison e também o aclamado ator americano de papéis difíceis Jeremy Strong. Finalizadas as primeiras levas exclusivas em praças do circuito cinematográfico nacional e ocidental, observadores já acompanham os burburinhos quanto a indicações nas badaladas temporadas que avaliam e testam a recepção ácida das novas narrativas da indústria do audiovisual sobre os gigantes modernos da tecnologia.
Com informações de IGN, The Guardian, The Economist e Variety.
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