Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Cultura

Thélyson Orélien nega uso de inteligência artificial em romance, mas admite plágio

Autor de 'C’était ça ou mourir' pediu desculpas após desclassificação do Prêmio Goncourt na França

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O escritor haitiano-canadense Thélyson Orélien afirmou nesta terça-feira (13) que nenhuma frase de seu romance "C’était ça ou mourir" foi redigida por inteligência artificial, mas admitiu ter cometido plágio ao reproduzir trechos de outros autores em seu texto. A declaração foi formalizada em um comunicado enviado à Agência France-Presse (AFP), intitulado "Este romance que escrevi".

A polêmica em torno da obra ganhou repercussão internacional no dia 25 de setembro, quando a Academia Goncourt excluiu o livro da disputa pelo Prêmio Goncourt, considerado a honraria literária mais tradicional da França. O episódio expõe as crescentes tensões no mercado editorial mundial em relação à originalidade dos textos e aos limites no uso de novas ferramentas tecnológicas na produção de obras ficcionais.

No texto de defesa, Orélien classificou as suspeitas de geração automática de texto como "calúnia e heresia", alegando que apenas utilizou recursos digitais para consultas pontuais de pesquisa. Em contrapartida, o autor reconheceu ter cometido "erros inaceitáveis" ao incorporar passagens de escritores consagrados sem a devida citação após sua mudança para o Canadá, apresentando um pedido formal de desculpas aos leitores e à comunidade literária.

O livro, que chegou a figurar entre os lançamentos de destaque da editora francesa Grasset, segue fora das premiações da temporada de outono europeia. A decisão definitiva sobre a circulação da obra e eventuais revisões editoriais depende agora de manifestação oficial da editora responsável pela publicação.

Com informações de Público (Portugal), Observador (Portugal) e La Nación (Argentina).

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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