Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Esportes

Tifanny repudia decisão da CBV que bane atletas trans do vôlei feminino: 'Fui tratada como bandida'

Ponteira do Osasco falou sobre a nova política de elegibilidade durante evento da Superliga

A ponteira Tifanny Abreu, do Osasco, se pronunciou nesta quinta-feira (1º) sobre a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) que a impede de atuar na temporada 2026/27 da Superliga Feminina. Durante a COB Expo, em São Paulo, a atleta de 41 anos desabafou contra as novas restrições impostas a mulheres transgênero pela entidade esportiva.

"É um momento muito difícil. Ter que ouvir isso no meio de uma temporada não é fácil. É como se eu fosse uma bandida, e eu não sou bandida. Sou uma atleta que inspira muitas pessoas", afirmou Tifanny. Ela acrescentou que se sentia esgotada, acabada e humilhada pela proibição, relatando que está lutando ao lado de seu clube para obter autorização e competir no torneio nacional.

Em agosto, a CBV publicou uma política de elegibilidade determinando que as competições de vôlei feminino sejam exclusivas para atletas nascidas com o sexo biológico feminino. A medida obedece às novas diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e das Federações Internacional e Sul-Americana de Voleibol.

Sem poder disputar a liga nacional, Tifanny, que atua no Osasco desde 2021, está atualmente autorizada apenas a jogar o Campeonato Paulista, uma competição estadual. "Sinto desprezo, sinto uma falta de empatia muito grande com a atleta, com o clube e principalmente com todas as pessoas que se inspiram em mim", lamentou a jogadora, que construiu uma década de carreira no voleibol brasileiro feminino.

Com informações de Estadão, UOL e ESPN Brasil.

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