Sábado, 31 de outubro de 2026
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Brasil

Trabalhadores denunciam demissões e perseguição política em SP após voto em Lula

Relatos apontam coação de empregadores no interior paulista e postagens de secretário municipal

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Trabalhadores e comerciantes relataram episódios de intimidação, cobranças no ambiente de trabalho e demissões após declararem voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026, com ocorrências registradas em cidades paulistas como Bauru e Ribeirão Pires.

A prática de coagir funcionários por motivação ideológica configura assédio eleitoral, conduta vedada pela legislação trabalhista brasileira que pode acarretar multas e ações civis contra as empresas. Os episódios geram insegurança para profissionais que dependem de seus empregos para sustentar a família.

Em Bauru, no interior do estado, um auxiliar administrativo de 27 anos relatou ter sofrido pressões diárias de sua chefia em um posto de combustíveis, com envio de material partidário em prol de Flávio Bolsonaro (PL), culminando em sua demissão após admitir a escolha em Lula. Na Grande São Paulo, em Ribeirão Pires, o secretário municipal de Comunicação, Bruno Botacin, foi alvo de denúncias ao publicar mensagens na internet conclamando patrões a dispensar eleitores petistas, iniciativa que teve pedido de apuração rejeitado por vereadores aliados na Câmara local.

Entidades sindicais e o Ministério Público do Trabalho acompanham o avanço das denúncias na tentativa de responsabilizar os envolvidos e conter represálias contra a liberdade de voto.

Com informações de DW Brasil e Brasil de Fato.

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