Domingo, 11 de outubro de 2026
Mundo

Trump afirma que Rússia e Ucrânia aceitaram cessar-fogo contra alvos de energia

Kiev e Moscou não confirmaram o pacto anunciado pelo presidente dos EUA, enquanto Volodymyr Zelensky sugere eleição em troca de trégua

Donald Trump no Salão Oval
Portrait of 45th and 47th POTUS, Donald Trump taken by Daniel Torok This portrait is displayed at the Smithsonian National Portrait Gallery and was approved for use on a commemorative Semiquincentenni · Foto: Molly Riley / The White House / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (11) que a Rússia e a Ucrânia concordaram em estabelecer um cessar-fogo energético imediato, suspendendo bombardeios mútuos contra usinas, refinarias e redes de distribuição de eletricidade.

A declaração foi publicada na rede social Truth Social com um apelo para que nenhum dos lados viole o entendimento. No entanto, os governos de Moscou e Kiev não confirmaram oficialmente a existência do pacto até a tarde deste domingo, mantendo a medida em tom de incerteza diplomática, e a Casa Branca ainda não detalhou eventuais mecanismos de fiscalização para monitorar o cumprimento da trégua.

Pouco depois da postagem do líder norte-americano, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em entrevista à emissora norte-americana ABC News que estaria disposto a interromper ataques a refinarias russas se a infraestrutura energética de seu país também fosse poupada. Zelensky declarou ainda que convocará eleições na Ucrânia caso o presidente russo, Vladimir Putin, aceite uma trégua geral de 60 dias.

O anúncio ocorre após atritos recentes entre Washington e Kiev. No sábado (10), Trump atribuiu o encarecimento do combustível nos Estados Unidos às investidas ucranianas contra refinarias russas e defendeu publicamente a substituição da liderança política de Zelensky, que por sua vez contestou as declarações e reafirmou que a Rússia é a única responsável pelo conflito.

Com informações de G1, UOL, Metrópoles, Bloomberg e agências internacionais.

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