Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Política

Uso de voto eletrônico ocorre em dezenas de países além do Brasil

Levantamento desmente afirmação de que tecnologia estaria restrita a território nacional, Cuba e Venezuela

Urna eletrônica
Urna eletrônica modelo UE2020. · Foto: Wikimedia Commons / TSE - Tribunal Superior Eleitoral (Public domain)

Alegações falsas que circulam com frequência nas redes sociais afirmam que o voto eletrônico seria utilizado apenas no Brasil, em Cuba e na Venezuela. Na realidade, segundo um levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea), pelo menos 34 nações já adotam ou adotaram sistemas do tipo em eleições oficiais, e Cuba não está na lista.

Os formatos e a abrangência da tecnologia variam amplamente pelo mundo. O modelo brasileiro, que completará 30 anos de uso em larga escala nas eleições de 2026, utiliza urnas de gravação direta (DRE) sem a emissão de recibo físico. Outros 16 países adotam um sistema semelhante, entre eles Índia, França, Peru e México.

Em alguns lugares, as urnas geram comprovantes de papel armazenados em compartimentos lacrados para eventuais auditorias, como no caso do Paraguai. Há também nações como os Estados Unidos e a França, onde o uso da tecnologia se restringe a determinadas regiões.

Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe um sistema nacional único: a votação varia por estado ou condado, podendo combinar cédulas de papel lidas posteriormente por scanners ópticos. O Idea, sediado na Suécia, atualiza constantemente os dados conforme as mudanças na legislação de cada país.

Com informações de BBC News Brasil, G1 e Folha.

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