Violência e polêmicas de campanha ofuscam debate econômico na eleição
Com a melhora dos indicadores de renda e crescimento, eleitores mostram mais preocupação com a segurança pública.
Apesar da economia brasileira registrar dados positivos em indicadores como renda e crescimento de curto prazo, o debate estrutural sobre o tema tem sido preterido por escândalos e pela pauta da segurança na campanha de 2026. Pesquisas apontam que a violência se consolidou como o principal problema do país para cerca de 30% do eleitorado, superando questões de corrupção, saúde e economia.
Especialistas explicam a desconexão. Segundo Gilson Schwartz, economista da USP, a melhora estatística não se reverte na mesma proporção em aprovação governamental por conta de outras dimensões políticas. Já o cientista político Carlos Melo, do Insper, alerta que os preços seguem num patamar elevado de longo prazo. 'A inflação está sob controle, mas os preços já vêm em um patamar bastante elevado. O nosso problema é como aumentar a renda', afirma.
Quando a pauta econômica emerge, foca na dicotomia dos projetos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido a manutenção do arcabouço fiscal pela via arrecadatória e do investimento estatal, enfrentando desafios com o aumento da dívida pública e o impacto de juros altos nas famílias. Em outra ponta, o senador Flávio Bolsonaro (PL) baseia seu discurso no corte profundo de despesas públicas e na revisão de impostos, utilizando referências internacionais liberais.
Com informações de UOL, RFI Brasil e Terra.
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