Willer Tomaz movimentou R$ 5 bilhões em apostas online em 2025, aponta Fazenda
Investigado pela Polícia Federal ao lado de Flávio Bolsonaro retirou quase duzentos milhões de reais em saques em plataforma eletrônica
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O advogado Willer Tomaz de Souza, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), movimentou quase R$ 5 bilhões em apostas esportivas ao longo de 2025 e sacou cerca de R$ 200 milhões de uma única plataforma, segundo nota técnica elaborada pelo Ministério da Fazenda. O levantamento governamental posiciona o profissional como o maior depositante individual do país no segmento, acumulando R$ 258 milhões em aportes, quantia que equivale ao dobro do segundo colocado da lista nacional.
Os dados técnicos reforçam o conjunto de provas analisado pelos órgãos de controle federal para verificar se as plataformas digitais de apostas vêm sendo utilizadas como instrumentos para a dissimulação e ocultação de recursos ilícitos. Para o cenário político, a divulgação das transações atinge a cúpula da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, cuja proximidade com o advogado já era objeto de diligências policiais em razão de viagens realizadas em aeronave compartilhada.
De acordo com o documento da Fazenda, a maior parte do volume foi processada na Blaze, serviço gerido pela empresa Foggo Entertainment. Em 2025, o cliente efetuou mais de 36 mil apostas, registrando 140 apostas com premiações individuais iguais ou superiores a R$ 1 milhão, as quais renderam R$ 152 milhões somadas. Entre depósitos e retiradas, foram contabilizados 1.936 aportes (média de R$ 133 mil por transação) e 3.408 resgates (média de R$ 58 mil), destacando-se centenas de operações com valores redondos repetidos, como retiradas de R$ 50 mil, R$ 100 mil e R$ 500 mil em janelas temporais curtas.
A investigação da Polícia Federal prossegue sob a supervisão das instâncias judiciais competentes para determinar a origem dos recursos e aferir eventual correspondência com fraudes em descontos associativos previdenciários. As defesas de Willer Tomaz e de Flávio Bolsonaro não haviam emitido comentários específicos sobre o relatório técnico até a conclusão desta matéria.
Com informações de A Tarde (BA), Google Notícias e JOTA.
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