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Agência dos EUA repassa ao Pentágono a decisão sobre transmissão de fuzilamento na TV

Órgão que regula as comunicações no país informou que não vai barrar a exibição ao vivo da pena de morte de ex-militar condenado por ataque em 2009.

Pentágono
Sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos · Foto: BotaPuntua / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês), Brendan Carr, declarou nesta sexta-feira (9) que não vai intervir na transmissão televisiva de uma execução militar. A palavra final sobre exibir ou não o fuzilamento do ex-militar Nidal Hasan caberá inteiramente ao Pentágono.

O caso ganhou os holofotes na última quinta-feira (8), quando o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comunicou que o fuzilamento de Hasan seria exibido ao vivo no dia 3 de dezembro. Hasan é um ex-psiquiatra do Exército condenado à morte pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. Especialistas consultados pela imprensa americana apontam que a lei do país não dá poderes para a FCC proibir uma rede de televisão de cobrir o evento.

A iniciativa do governo americano provocou forte reação internacional. O Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um posicionamento classificando a ideia de transmitir a execução ao vivo como uma forma de "tortura". As principais redes abertas de TV do país, como ABC e CBS, ainda não confirmaram se farão a cobertura em vídeo do momento.

Com informações de UOL, Terra e O Antagonista.

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