Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Ala do TSE vê exagero da Polícia Federal em apuração sobre interferência estrangeira

Abertura de investigação preliminar a pedido do governo levanta temor de judicialização e amplia atritos institucionais na Corte.

Kassio Nunes Marques
TSE reúne influenciadores digitais em estratégia contra desinformação nas redes Corte recebeu 15 criadores de conteúdo, que alcançam 45 milhões de seguidores, para imersão sobre segurança e auditabili · Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consideram um exagero a decisão da Polícia Federal de abrir uma apuração preliminar sobre suposta interferência internacional nas eleições de 2026. A ala do tribunal avalia, nos bastidores, que a medida reflete uma tentativa de enfraquecer a gestão do atual presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques.

O conflito institucional pode gerar insegurança jurídica e abrir espaço para a judicialização do pleito eleitoral, levantando questionamentos desnecessários sobre a legitimidade dos resultados nas urnas. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou neste domingo (4) que a corporação realiza exames de inteligência a partir de um pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU), embora ainda não haja um inquérito formal instaurado.

Para os magistrados ouvidos sob reserva e aliados do vice-presidente do TSE, André Mendonça, as movimentações da Polícia Federal abrem caminho para maiores desgastes entre as instituições. O caso adiciona tensão na relação entre a corte eleitoral e o braço investigativo do Poder Executivo, evidenciando diferenças na forma como os dois órgãos tratam a segurança do processo de votação no país.

Com informações de UOL e Folha.

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