Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Aliados de Lula pressionam a governadora Raquel Lyra por apoio formal no segundo turno

Reeleita em Pernambuco logo no primeiro turno contra o principal candidato petista, ela demonstrou resistência e chegou a prever neutralidade nesta nova fase de disputa

Fernando de Noronha
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha · Foto: André Inidio da Silva / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A coligação que comanda as lideranças pró-governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a estruturar os bastidores para tentar conquistar oficialmente a força política da governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). O principal objetivo das manobras costuradas em sigilo por figuras grandes da campanha e do senado é usar sua reeleição para formar um grande apoio popular da máquina contra as intenções do senador e oponente direto Flávio Bolsonaro (PL) neste segundo turno nacional.

Essa costura mostra como o apoio explícito de governadores de áreas muito povoadas do nordeste vira um verdadeiro ativo estratégico de palanque nas campanhas federais, em um pleito repleto de divisões. Contudo, atrair a nova governadora agora é uma batalha interna de peso já que ela acaba de reeleger e derrotar por muito fôlego (faturou as urnas com 53,27% dos votos válidos) na última contagem o próprio apadrinhado dos petistas e da coligação da esquerda na disputa do Recife e estado todo, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) — que parou atrás na totalização com o montante de cerca de 44,82% nas urnas pernambucanas.

As negociações iniciais na base de telefonemas chegaram por intermédio dos ex-aliados nordestinos no senado: foram acionados os recém-eleitos Rui Costa (PT) da vizinha Bahia e os senadores por Pernambuco Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). Sem alarde, o contato foi admitido na retaguarda à imprensa logo depois do pleito pelas equipes, contudo os primeiros pareceres dados de resposta nas rodadas sugerem que o cenário mais lógico à liderança do estado deva de ser pela permanência numa posição estritamente isenta, confirmando sua tática neutra e a não-intervenção em disputas cruzadas entre Planalto, postura que se mantinha irredutível desde a largada, somada aos comentários em gratidão explícita repassadas ao modelo parceiro imposto entre a liderança do estado e atual ministério e presidência.

Um dos argumentos mais fortes explorados pela comitiva na tentativa final de fazer a peessedista de Pernambuco rever essa neutralidade apontou para alertas de eventuais cortes radicais. Dizem que a virada para uma possível administração do adversário federal nas negociações de Flávio poderia paralisar as pontes de comunicação financeira das pautas pernambucanas nas negociações futuras. Historicamente as ligações da base aliada petista encontram alta simpatia com eleitores no núcleo de lá. Como exemplo representativo na amostra territorial recifense de Fernando de Noronha (onde há eleitorados restritos dos grandes blocos), Lula e Lyra se mostraram os concorrentes avassaladoramente predominantes.

Com informações de G1 e Metrópoles.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise