Domingo, 01 de novembro de 2026
Política

Aliados de Tarcísio projetam desgaste de Bolsonaro para candidatura presidencial em 2030

Vice-governador Felicio Ramuth aponta perda de força do movimento e governador busca autonomia partidária

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Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro · Foto: Palácio do Planalto / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliam que o desgaste político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus filhos criará as condições necessárias para viabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2030. Interlocutores próximos ao Palácio dos Bandeirantes afirmam que o chefe do Executivo paulista não dependerá da chancela direta da família para liderar o campo da direita nas próximas eleições gerais.

A estratégia indica uma disputa de rumos na oposição conservadora brasileira. Em 2026, a preferência de Jair Bolsonaro por lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) impediu a projeção nacional de Tarcísio, que mantinha melhor interlocução com investidores do mercado financeiro e partidos de centro. Com a reeleição garantida no governo paulista, aliados articulam um distanciamento gradual do núcleo mais radical do movimento bolsonarista.

Em declaração pública sobre a correlação de forças, o vice-governador Felicio Ramuth (MDB) afirmou que o bolsonarismo permanecerá como corrente ideológica, mas deixará de centralizar as disputas eleitorais. Ramuth comparou o momento à trajetória do Partido dos Trabalhadores (PT) após a era do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à perda de relevância histórica sofrida pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

O reposicionamento de Tarcísio ficou evidente na resposta dada à publicação de uma carta de teor golpista por Flávio Bolsonaro. Enquanto o senador contestava o processo eleitoral, o governador divulgou nota institucional defendendo o respeito ao resultado das urnas e afirmando que o país precisa seguir adiante. Em entrevista recente, o governador reiterou que uma futura candidatura nacional dependerá de uma gestão bem avaliada em seu segundo mandato paulista.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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