Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Aliados temem clima de 'já ganhou' de Flávio Bolsonaro após fala sobre mudar Constituição

Senador sugeriu alterações na Carta Magna caso seja eleito, gerando críticas de governistas e alerta na própria campanha

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrou em alerta para o risco de um clima de excesso de confiança e "já ganhou" na reta final das eleições presidenciais. A preocupação de aliados ocorre após o senador, que terminou o primeiro turno na frente, adotar em atos públicos um tom de presidente eleito e projetar mudanças profundas na Constituição.

A percepção interna é que a vantagem nas pesquisas não garante o resultado, e falas que antecipam um cenário de vitória podem mobilizar os adversários. A declaração do candidato de que precisaria de maioria no Congresso para alterar a Carta Magna e "redemocratizar o país" foi imediatamente usada por aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acusá-lo de planejar medidas autoritárias.

Para conter o desgaste político, articuladores do candidato do PL precisaram ir a público explicar que as propostas respeitarão os limites constitucionais. Os interlocutores de Flávio garantiram que não há intenção de abolir cláusulas pétreas, como o voto direto e a separação dos poderes, e defenderam que eventuais reformas no Judiciário serão feitas dentro das regras democráticas.

No bastidor de Brasília, observadores apontam que o candidato também tem sido indiretamente favorecido por decisões de órgãos de controle que arquivam denúncias ligadas ao seu grupo. Analistas avaliam que movimentações recentes no Conselho Superior do Ministério Público Federal refletem uma tentativa de aproximação de autoridades com o candidato que lidera a corrida pelo Executivo.

Com informações de G1 e UOL.

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