Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro diz que proibição às apostas afeta segurança jurídica de empresas

O senador criticou a suspensão por medida provisória após companhias pagarem as licenças ao Executivo.

Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A poucos dias do primeiro turno das disputas eleitorais, o senador e candidato à Presidência nas Eleições 2026, Flávio Bolsonaro (PL), classificou a decisão do governo federal de suspender o andamento das bets esportivas e de cassino no país como sendo uma forte agressão à segurança jurídica. A crítica ocorreu formalmente ao longo de uma coletiva jornalística realizada na quarta-feira (7).

De acordo com Flávio, os repasses foram prejudicados pelas decisões súbitas do Executivo gerido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após diversas plataformas efetuarem aportes milionários em impostos caros visando os retornos do mercado recém regulamentado. A decisão paralisou os aportes e gerou desconfortos que afetam tanto o orçamento de diversos negócios terceirizados, como também contratos gigantes dos patrocínios em clubes de esporte.

No evento — marcado logo em seguida do debate do grupo União Progressista —, Bolsonaro não hesitou e nomeou o petista pela ironia de pai do "tigrinho". Para o senador, a canetada executiva buscou ser apelativa nos pleitos com o desespero por acúmulo das massas em votação no ano eleitoral atual, mas causou antipatia dos que já confiavam na lei sancionada da abertura dos sites no fim de 2023.

O próprio integrante do PL reafirmou seu histórico parlamentar e defendeu ter ido de forma direta contra as bases legais das bets na bancada da Casa, frisando que durante as atuações liberais de Jair Bolsonaro no mandato passado do Planalto a área cresceu sem qualquer interferência burocrática estatal. Ainda resta o veredito legislativo, uma vez que a canetada oficial de setembro pode caducar na Câmara e voltar atrás em questão de quatro meses de congelamento.

Com informações de UOL e Folha.

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