Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Assessor de Flávio Bolsonaro critica modelo de superministro na Economia

Marcelo Kayath defende equipe descentralizada em eventual governo e rejeita conceito de 'posto Ipiranga' usado por Jair

O economista e conselheiro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Marcelo Kayath, declarou ser contrário à ideia de concentrar todo o comando da área financeira do país nas mãos de um superministro. A afirmação diverge do modelo adotado no governo do pai do candidato, Jair Bolsonaro, que delegou amplos poderes a Paulo Guedes.

A posição sinaliza como pode funcionar o Ministério da Fazenda caso o candidato do PL vença as eleições de 2026. Se adotar o perfil de gestão descentralizada, o futuro presidente dividirá as decisões de impacto sobre os impostos, os juros e os serviços públicos entre um grupo maior de conselheiros, sem depender da palavra final de uma única autoridade econômica.

Em entrevista, Kayath afirmou que um ministro da Fazenda precisa de uma equipe focada em metas, onde a vaidade pessoal deve ficar em segundo plano. Ele, que é ex-diretor do banco Credit Suisse e cotado para assumir um cargo no possível governo, ressaltou que o rótulo de "posto Ipiranga" pressupõe erroneamente a existência de alguém brilhante capaz de solucionar todos os rumos do país sozinho.

Além de Kayath, o nome de Daniella Marques também é ventilado pela campanha nos bastidores. A ex-assessora de Paulo Guedes e ex-presidente da Caixa Econômica Federal tem sido cotada para liderar um eventual Ministério de Desenvolvimento Social, que juntaria as funções de diversas outras pastas assistenciais.

Com informações de UOL, Google Notícias e InfoMoney.

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