ArcelorMittal projeta investir R$ 10 bilhões após taxação do aço chinês
Siderúrgica estava a ponto de cancelar seus aportes por conta da competição asiática
A decisão do governo federal em limitar a importação de aço oriundo da China e da Índia com a aplicação de medidas antidumping destravou planos de investimento da ArcelorMittal. A fabricante prevê aplicar mais de R$ 10 bilhões na sua operação brasileira, metade deste valor apenas na unidade da companhia localizada em Tubarão, na Serra (ES), em que novas linhas de produção entrarão em ação em 2030.
A empresa chegou a ameaçar o cancelamento de um ciclo de aportes total de R$ 25 bilhões no país caso o governo não coibisse a concorrência que o setor siderúrgico apontava como desleal. Segundo o Instituto Aço Brasil, a entrada de produtos metalúrgicos importados já recuou 17,6% no primeiro semestre. "O pragmatismo começou a surtir efeito", diz Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Brasil, apontando que o aço de fora chegou a 25% do mercado, enquanto o patamar histórico aceitável seria próximo a 10%.
As operações no Brasil representam o segundo maior mercado da gigante do aço, apenas atrás dos Estados Unidos. Mais de 37% do que é produzido no país pela siderúrgica atende à construção civil, mas a companhia pretende usar as novas usinas para entregar bens de alto valor agregado à linha branca, montadoras e indústria local, a fim de fortalecer a industrialização do país de forma sustentável, reduzindo os custos de operação do chamado custo Brasil.
Com informações de UOL e Folha.
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