Associação de supermercados diz que proibição de bets foi tardia
Setor alerta há mais de um ano para a disputa das apostas pela renda livre das famílias
A proibição federal aplicada em relação ao mercado das apostas esportivas online, chamadas de bets, ocorreu de maneira tardia e demorou a prever a queda efetiva da receita que as famílias mantinham no cotidiano, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A avaliação foi feita pelo vice-presidente da entidade, Márcio Milan, em coletiva concedida à imprensa nesta quinta-feira (1º).
Representando os mercados, ele sustentou que o setor notou a disputa que os jogos começaram a impor sobre a renda livre dos clientes há mais de um ano e, por isso, repassava os alertas sobre as consequências de endividamento dos jogadores. Para a Abras, o risco financeiro é o vetor de uma "doença social", cujos reflexos no bolso já tornaram os compradores ainda mais atentos a promoções nos mercados, mesmo num ano em que o índice de emprego formal atingiu altos patamares na economia.
Milan defendeu, ainda, que a proibição precisa ser unida a ações de conscientização profundas parecidas com medidas antitabagismo para o consumidor não recair de vez na atividade. Nos índices medidos pela associação, o consumo nas casas em todo o Brasil seguiu registrando crescimento acumulado no período até agosto, mas a preocupação é com a expansão das dívidas familiares e os recursos do reajuste de transferências de auxílio federal não retornando aos bens de primeira necessidade.
Com informações de Estadão, Terra e InfoMoney.
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