Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Economia

Bancos destinaram US$ 595 bilhões a empresas ligadas ao desmatamento, diz relatório

Levantamento da coalizão Forests & Finance aponta aportes em commodities agrícolas e mineração tropical desde 2020

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Instituições bancárias internacionais concederam US$ 595 bilhões (aproximadamente R$ 2,98 trilhões) entre 2020 e 2025 a empresas ligadas ao desmatamento de florestas tropicais e à degradação de biomas nativos. Os números foram revelados nesta quarta-feira (14) no relatório anual Banking on Biodiversity Collapse, publicado pela coalizão de organizações não governamentais Forests & Finance.

Os dados expõem a lacuna entre as promessas climáticas do sistema financeiro global e o direcionamento real dos recursos de investimento. Para as populações tradicionais e áreas preservadas na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático, a continuidade do fluxo bilionário de capital mantém sob pressão territórios ameaçados por queimadas, avanço sobre terras indígenas e contaminação de bacias hidrográficas.

Do montante global levantado, US$ 351 bilhões (R$ 1,76 trilhão) foram destinados a companhias de commodities agrícolas consideradas de alto risco ecológico, cujos repasses anuais avançaram 71% desde 2016, passando de US$ 37,9 bilhões para US$ 64,7 bilhões anuais. O restante, totalizando US$ 244 bilhões (R$ 1,23 trilhão), bancou operações de grandes mineradoras, com crescimento acelerado na extração de lítio e níquel.

O documento alerta que os grandes bancos credores ainda operam sem critérios rigorosos para bloquear projetos predatórios ou mitigar violações socioambientais. A expectativa de ambientalistas é de que as conclusões sirvam de base para cobrar maior transparência regulatória de governos e acionistas nas próximas cúpulas internacionais de biodiversidade e clima.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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