Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Base de Lula vê clima esfriar no Senado para votar o fim da escala 6x1

Desempenho abaixo do esperado no primeiro turno das eleições trava pauta considerada prioridade pela esquerda para a reta final de campanhas.

O avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta a extinção da jornada de trabalho diária de seis dias por um de folga sofreu um baque de influência política dentro do Senado Federal após o desempenho da esquerda nas urnas no primeiro turno. Parlamentares que compõem a base governista avaliam agora que o projeto deverá ser freado e deixado de lado até o encerramento do segundo turno, programado para o dia 25 de outubro.

A tramitação acelerada e bem-sucedida do novo modelo de jornada de trabalho figurava como o maior interesse recente e uma bandeira de peso do Palácio do Planalto visando fortalecer a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, depois que o petista terminou a rodada primária da contagem com menos votos do que o seu adversário do PL, a incerteza gerada reverteu o clima da Casa, inibindo as articulações que exigiam celeridade no avanço imediato da questão trabalhista.

O recuo provisório foi sinalizado abertamente pela líder do Governo no Senado, a pernambucana Teresa Leitão. Caso o bloco realmente quisesse tentar avançar de forma extraordinária nos trâmites burocráticos do projeto nas semanas antes do novo pleito, haveria a obrigação de aprovar perante o conjunto partidário a exclusão das cinco discussões e sessões de avaliação em plenário, um movimento quase inviável de se obter quando o ritmo é semipresencial.

Embora os movimentos práticos apontem para um congelamento, integrantes da cúpula do Planalto ainda discursam favoravelmente pela importância imediata da pauta trabalhista. O próprio ministro das Relações Institucionais apontou a necessidade de o Congresso deliberar o texto com maior velocidade na esteira do engajamento com as ruas, mas reconhece que o andamento real e as datas ficam pendentes e inteiramente submetidos às diretrizes da presidência do Senado.

Com informações de Poder360 e Google Notícias.

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