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Saúde

Bolsa de sangue raro cruza o país em cabine de avião para salvar paciente em Minas Gerais

Homem que passou por transplante de rim em Juiz de Fora só é compatível com outras seis pessoas registradas no Brasil; doador foi achado no Ceará.

Uma bolsa de sangue raro percorreu mais de 2 mil quilômetros na cabine de um avião comercial para atender um paciente recém-transplantado em Juiz de Fora (MG). O doador, localizado no Ceará na quinta-feira (8), faz parte de um grupo restrito de apenas seis pessoas registradas no país com compatibilidade para este caso.

A operação marca o primeiro caso de uso de um novo acordo do Ministério da Saúde com as companhias aéreas para o transporte emergencial de sangue, serviço que antes era restrito ao transporte de órgãos. A agilidade garantiu que a bolsa chegasse ao Aeroporto de Confins, na Grande Belo Horizonte, às 5h de sexta-feira (9), seguindo de carro por 300 quilômetros para a transfusão ainda pela manhã.

O paciente precisou da transfusão porque estava com a hemoglobina baixa após receber um transplante de rim. O obstáculo surgiu nos exames prévios, quando a equipe médica descobriu que o organismo dele produz anticorpos contra uma "etiqueta" celular chamada Jsb, um marcador sanguíneo que está presente nas células vermelhas da grande maioria das pessoas.

Como quase toda a população possui o marcador Jsb, o paciente mineiro rejeitaria a transfusão de sangue comum, independentemente de ser A, B, AB ou O. A solução dependia de encontrar um doador que, assim como ele, também não tivesse o marcador Jsb, o que exigiu a busca no cadastro nacional e a logística cruzando o Brasil.

Com informações de G1 e Exame.

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