Sábado, 10 de outubro de 2026
Ciência

Pesquisa encontra cocaína nas águas de cinco rios e canais do Rio de Janeiro

Estudo da Fiocruz alerta para a degradação ambiental e os danos causados à vida aquática pela substância.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou a presença de cocaína nas águas de cinco rios e canais da cidade do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O estudo, coordenado pelo Instituto Oswaldo Cruz, analisou amostras coletadas ao longo de um ano e encontrou níveis elevados da droga no ambiente.

A descoberta alerta para o alto grau de poluição dessas águas e os prejuízos à vida aquática da região metropolitana. Em testes realizados no laboratório, o contato com a substância provocou aumento da mortalidade e alterações neurológicas em embriões de peixes, revelando a toxicidade dos rios afetados pelo despejo de esgoto.

As coletas foram feitas entre julho de 2022 e junho de 2023 nos rios Irajá, Carioca e Meriti, além dos canais do Mangue e do Cunha. Apenas em uma das amostras os cientistas não encontraram cocaína. Já a benzoilecgonina, uma substância que o corpo produz depois que a pessoa consome a droga e que sai pela urina, estava presente em todas as análises feitas.

O coordenador do estudo, Enrico Saggioro, afirmou que a quantidade da substância foi uma surpresa, por ser muito alta em comparação com outras pesquisas. Apesar da gravidade, a Fiocruz apontou que a poluição dos rios é tão grande que as águas já não abrigam peixes e, por isso, os efeitos diretos do consumo da água não chegam a atingir as pessoas no dia a dia.

Com informações de Metrópoles, Estado de Minas e G1.

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