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Ciência

Inteligência artificial sinaliza avanços para problemas centenários da matemática

OpenAI publica centenas de resultados que demonstram progresso nas resoluções dos chamados Problemas do Prêmio do Milênio, como a Hipótese de Riemann.

OpenAI
Pessoa segurando o símbolo da OpenAI · Foto: FoxTPNL / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A OpenAI, desenvolvedora do chatbot de inteligência artificial ChatGPT, publicou na última terça-feira (6) resultados que demonstram avanços significativos de suas máquinas virtuais a respeito da solução de cinco dos chamados "Problemas do Prêmio do Milênio", as questões em aberto mais difíceis e complexas da matemática mundial.

O desenvolvimento contínuo de sistemas automatizados na exploração teórica dos números promete mudar de maneira drástica o curso do ensino da disciplina nas próximas gerações, embora a avalanche veloz de novas deduções não verificadas traga espanto, surpresa e perplexidade aos círculos universitários convencionais da disciplina.

As novidades desta terça vieram semanas após a marca alegar ter quebrado um primeiro grande obstáculo relacionado às equações de Navier-Stokes, focadas na movimentação fluídica de compostos vitais à natureza, como o ar e a água. A fundação de matemática americana que gerencia o prêmio definiu a lista dos sete quebra-cabeças imbatíveis de cálculo no ano 2000, mas até antes da rodada recente da inteligência artificial, havia registro definitivo de superação de apenas um problema pelos pesquisadores convencionais.

Dentre os progressos demonstrados pela tecnologia está a famigerada Hipótese de Riemann. Formulada originalmente pelo gênio alemão Bernhard Riemann na metade do século 19, no ano de 1859, a proposição tenta modelar as regras da distribuição espacial infinita dos números primos ao longo das construções de geometria gráfica — cifras notórias por só resultarem exatas se fracionadas por elas mesmas e por um (a exemplo de 2, 3, 5, 7 e 11). Apesar dos avanços estonteantes, matemáticos profissionais ainda precisam comprovar as deduções e certificar que as teses do software de aprendizado contêm as explicações lógicas concretas.

Com informações de UOL e Folha.

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