Bolsas asiáticas fecham em alta com freio de petróleo e dúvidas sobre tecnologia
Índices da China e da Coreia do Sul superaram perdas matinais, enquanto barril a US$ 100 e balanços corporativos mantiveram mercado em alerta
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Os principais mercados acionários da Ásia fecharam com valorização na maioria dos países nesta sexta-feira (23), após superarem perdas registradas nas primeiras horas do dia.
O comportamento das bolsas asiáticas costuma sinalizar a disposição de risco no mercado financeiro internacional e interfere nas expectativas sobre juros e crédito para empresas e pessoas. A alta no barril de petróleo pressiona os custos de frete e produção em cadeia global, enquanto as incertezas em torno da rentabilidade de projetos de ponta deixam os investidores mais reticentes em manter apostas arriscadas.
O clima de moderação sucede o resultado negativo dos mercados em Nova York no pregão anterior, quando o índice de tecnologia Nasdaq caiu 2,6% sob impacto dos balanços financeiros de companhias como Meta e Tesla, que ampliaram o debate sobre os gastos com data centers — centros de armazenamento e processamento de dados — e semicondutores para inteligência artificial. Na Ásia, os desempenhos foram variados: na Coreia do Sul, o índice Kospi avançou 0,30%, aos 5.550,30 pontos, afastando-se do piso em mais de seis meses próximo a 5.300 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,89% e o Shenzhen Composto ganhou 2,44%, enquanto em Hong Kong o Hang Seng teve alta de 0,69%. Em contrapartida, no Japão, a bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,34% no índice Nikkei, e em Taiwan as operações foram suspensas devido a um feriado local.
O avanço das cotações na região foi freado também pelo encarecimento do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, que subiu 0,50% e bateu o patamar de US$ 100 por barril em meio ao acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na Oceania, o índice acionário australiano S&P/ASX 200 encerrou com estabilidade prática, ao registrar alta residual de 0,02%. Os analistas e investidores agora voltam as atenções para a abertura das negociações na Europa e nos Estados Unidos, que indicarão se o movimento de recuperação terá fôlego ao longo do dia.
Com informações de Money Times, Estadão e Google Notícias.
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