Regra de proteção do Bolsa Família garante metade do benefício para quem arruma emprego
Norma permite receber benefício por até 12 meses após aumento de renda em trabalho formal
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Os beneficiários do Bolsa Família que conseguem trabalho com carteira assinada ou passam a receber remuneração adicional não perdem o auxílio de forma imediata pelo Governo Federal. A chamada regra de proteção do programa de transferência de renda garante o pagamento de 50% do valor do benefício a famílias que superam o limite de entrada, desde que cumpram critérios de renda por pessoa e prazos regulamentares.
O mecanismo tem o propósito de incentivar a inserção formal no mercado de trabalho sem retirar a segurança de subsistência de lares em vulnerabilidade. Quem ingressou no Bolsa Família precisa atender à exigência de renda individual de até R$ 218 para entrar na lista, mas pode permanecer na regra de proteção caso a renda por pessoa da família alcance até R$ 706 mensais.
As condições de permanência passaram por alterações regulatórias aplicadas a partir de meados de 2025. Famílias incluídas na proteção a partir de julho daquele ano podem manter o recebimento parcial por até 12 meses em atividades de renda instável, como trabalho assalariado ou autônomo, e por até dois meses no caso de receitas fixas como pensões e aposentadorias. Já os beneficiários inseridos antes de junho de 2025 contam com teto de até R$ 759 por pessoa e prazo de carência de até 24 meses.
Para manter o benefício ativo, o responsável familiar deve informar qualquer mudança salarial no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e manter os dados atualizados no Cadastro Único, garantindo o retorno prioritário ao valor integral caso o emprego seja perdido.
Com informações de UOL e Folha.
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