Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Política

Carcereiro diz que R$ 200 mil apreendidos em casa vêm de economia de uma vida

Servidor afastado nega ter concedido regalias a Milton Leite na cadeia de Mogi das Cruzes

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O carcereiro Jaércio da Cunha Braga declarou a promotores do Ministério Público do Estado de São Paulo que os quase R$ 200 mil em dinheiro vivo encontrados em sua casa resultam de reservas acumuladas por sua família ao longo de toda a vida profissional.

O servidor público foi afastado de suas atribuições após a descoberta de benefícios irregulares concedidos ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) dentro da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, caso que gerou abertura de procedimento disciplinar e inquérito penal.

A apreensão ocorreu na sexta-feira (16) durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) — núcleo especializado de investigação do Ministério Público — em parceria com a Corregedoria da Polícia Civil. Na moradia do agente foram confiscados R$ 147 mil e US$ 10 mil, além de R$ 4 mil retidos em seu bolso na prisão. Com 37 anos de serviço e salário de R$ 9.831,94, Braga justificou que não utiliza agências bancárias por opção e que os recursos se originaram da venda de um imóvel de sua sogra e de poupança do filho bancário. Milton Leite cumpre prisão preventiva desde 18 de setembro na esteira da Operação Vectura Corrupta, que investiga suspeitas de conexão com o crime organizado.

O carcereiro sustentou perante os promotores que jamais forneceu privilégios ao ex-vereador na unidade carcerária. Os veículos que noticiaram o caso tentaram contato com os advogados de Jaércio da Cunha Braga, mas a defesa não se pronunciou até o momento.

Com informações de Estadão, UOL e Revista Oeste.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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