Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Economia

Carne bovina brasileira sofre sobretaxa de 55% e pagará tarifa de 67% para entrar na China

Brasil esgotou a cota anual de exportações permitida pelos chineses com isenção e precisará pagar taxa adicional até o ano que vem

Gado bovino em pastagem no Brasil
Foto: HVL / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A indústria pecuária brasileira enfrentará custos bem mais altos para exportar para seu principal comprador. A partir desta quinta-feira (1º), a carne bovina enviada para a China pagará uma tarifa total de 67% para entrar no mercado asiático. A porcentagem resulta da soma da tarifa regular de 12% com uma sobretaxa adicional de 55%, acionada porque o Brasil já esgotou a sua cota anual de exportação estipulada pelo governo chinês.

O limite de 1,106 milhão de toneladas previsto para o Brasil em 2026 foi totalmente preenchido. Como medida de proteção ao mercado interno, a China aciona gatilhos de sobretaxa para frear o avanço de mercadorias estrangeiras, uma regra que afeta também outros fornecedores. Para 2027, o Brasil terá uma nova cota com pequeno aumento, chegando a 1,128 milhão de toneladas, mas especialistas projetam que o volume poderá ser consumido rapidamente, entre março e abril.

A situação preocupa os frigoríficos nacionais, que se tornaram altamente dependentes do mercado chinês na última década — a China responde por mais de 40% de todo o volume de carne bovina exportado pelo Brasil. Para tentar contornar a taxação, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já planeja antecipar abates em outubro para que as carnes cheguem à Ásia em janeiro, utilizando a cota nova logo no início de sua vigência.

Com informações de Agência Brasil e Google Notícias.

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