Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Celina Leão e Leandro Grass disputarão o segundo turno no Distrito Federal

A governadora ficou perto de vencer no primeiro turno em eleição marcada por crise no BRB

Celina Leão e Leandro Grass
Celina Leão e Leandro Grass disputam segundo turno para o governo do DF · Foto: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o candidato Leandro Grass (PT) vão disputar o segundo turno das eleições para o governo local no dia 25 de outubro. Com 100% das urnas apuradas neste domingo (4), Celina obteve 49,93% dos votos válidos, ficando muito perto de vencer no primeiro turno, enquanto Grass garantiu a segunda vaga com 34,47%, seguido por Paula Belmonte (PSDB), com 8,51%.

A governadora concorre pela continuidade de seu mandato e tem focado promessas nas áreas de segurança e saúde, contando com o apoio de partidos como MDB, Republicanos e PL. Já Leandro Grass, professor e sociólogo que deixou a presidência do Iphan para concorrer, aposta na ampliação de vagas em creches e em melhorias no transporte público, apoiado por uma coligação de esquerda.

A disputa ocorre em meio a um momento delicado para a economia do Distrito Federal, impulsionado pela crise financeira do Banco de Brasília (BRB). A estatal se envolveu em uma fraude bilionária com o Banco Master e hoje precisa urgentemente de um aporte para continuar operando plenamente.

A situação do BRB se tornou um dos temas centrais da campanha, já que a falta de um balanço financeiro transparente da instituição gerou temores de liquidação ou privatização. A própria governadora havia prometido um aporte no banco até junho deste ano, o que não se concretizou, forçando o governo a buscar, sem sucesso, empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Créditos.

Com o cenário indefinido e o tema do banco ainda em alta, os dois candidatos agora terão mais algumas semanas para tentar convencer os eleitores antes da votação final. A data do segundo turno definirá quem assumirá o comando do Palácio do Buriti a partir de 2027.

Com informações de Estadão, G1 e Poder360.

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