Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Centenas de escolas na França suspendem aulas em meio a escalada de protestos

Estudantes do ensino médio exigem melhorias educacionais há mais de duas semanas, em um movimento que tem desafiado a polícia e o governo.

A rede de ensino francesa amanheceu sob bloqueios intensos nesta segunda-feira (5), afetando os serviços educacionais e a segurança em várias cidades do país. Até 500 escolas de ensino médio devem suspender total ou parcialmente as aulas enquanto estudantes erguem barricadas e ocupam acessos para protestar.

A revolta é focada em exigências de reformas estruturais nas condições de aprendizado, e a duração do movimento colocou o governo de Emmanuel Macron sob holofotes mundiais. O que iniciou de forma contida na região metropolitana de Paris em meados de setembro transbordou e converteu-se em uma insatisfação nacional.

Segundo o próprio Ministério da Educação da França, o ritmo das paralisações varia entre o cancelamento integral imposto pelas reitorias até os bloqueios de pátios arquitetados pelos sindicatos de alunos. Após a desmobilização no fim de semana, as direções escolares projetam mais confusão caso a gestão pública se negue a negociar os pleitos.

O foco das autoridades tem sido atenuar as agressões paralelas às passeatas civis que viraram marca do levante estudantil. O enfrentamento contínuo entre manifestantes exaltados e a polícia anti-distúrbios contabilizou, nas duas últimas semanas, estragos ao patrimônio, além de milhares de detidos e centenas de feridos pelas ruas.

Com informações de ABC News, New York Times, France 24 e Euronews.

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