Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Christa Pike sobrevive à injeção letal em segunda falha de execução no Tennessee

Capitólio do Estado do Tennessee em Nashville
Foto: w_lemay / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O estado norte-americano do Tennessee suspendeu todas as execuções previstas para 2026 após o fracasso na aplicação da injeção letal em Christa Pike, na quarta-feira (30). Ela se tornou a segunda pessoa no ano a sobreviver à tentativa de execução no estado, agravando as críticas sobre o método de pena de morte utilizado nos Estados Unidos.

Pike, que foi condenada pelo assassinato de uma colega em 1995 quando tinha 18 anos, recebeu duas doses do medicamento pentobarbital, mas testemunhas e jornalistas relataram que a condenada de 50 anos levantou a cabeça, continuou a respirar de forma irregular, emitiu sons e relatou dores agudas. De acordo com seus advogados e as agências de notícias, ela foi levada com vida para um hospital em Nashville, onde permanece recebendo "tratamentos vitais" em estado crítico.

O governador republicano Bill Lee classificou o incidente como "profundamente perturbador" e determinou uma análise independente do procedimento. Enquanto isso, os advogados de defesa classificaram a falha como "tortura química" e cobram a reversão da pena para prisão perpétua, sob pressão de organismos internacionais por explicações. O caso semelhante mais recente ocorreu em maio, quando o estado falhou em encontrar uma "veia adequada" em Tony Carruthers após mais de uma hora de tentativas. May Martinez, mãe da vítima assassinada por Pike, assistiu à tentativa frustrada e expressou indignação, afirmando que a família não conseguiu justiça.

Com informações de Estadão, UOL e Veja.

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