Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Ciência

Chuva de meteoros gerada pelo cometa Halley tem pico na madrugada desta quarta-feira

Fenômeno das Orionídeas pode ser visto a olho nu em todo o país após a Lua se pôr

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Cometa Halley
Registro fotográfico do cometa Halley capturado pelo astrônomo Edward Emerson Barnard em 1910 · Foto: Edward Emerson Barnard / Wikimedia Commons (Public domain)

A chuva de meteoros Orionídeas atinge o seu pico de atividade na madrugada desta quarta-feira (21), quando dezenas de fragmentos deixados pelo cometa Halley entram na atmosfera da Terra e cruzam o céu em todo o Brasil. O espetáculo pode ser acompanhado a olho nu, sem necessidade de telescópios ou equipamentos profissionais.

O fenômeno é relevante para a astronomia e entusiastas do céu porque permite observar partículas espaciais que se desprendem de um dos cometas mais famosos do mundo. Ao entrar em contato com os gases da atmosfera terrestre a uma velocidade estimada em 66 quilômetros por segundo, esse material se incinera e produz os traços luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.

Em condições ideais de escuridão, a Organização Internacional de Meteoros (IMO, na sigla em inglês) projeta a passagem de 20 ou mais meteoros por hora. Nesta edição, porém, a iluminação da Lua cheia tende a ofuscar os rastros de menor intensidade. A recomendação dos astrônomos é concentrar a observação no intervalo entre o poente lunar e o início da alvorada.

Os melhores horários variam conforme a localização geográfica: em Recife (PE), a janela sem a luz da Lua vai de 1h20 às 3h43; em Fortaleza (CE), de 1h31 às 4h02; no Rio de Janeiro (RJ), de 2h09 às 3h57; em São Paulo (SP), de 2h24 às 4h10; e em Porto Alegre (RS), de 2h51 às 4h16. Moradores do Norte e Nordeste contam com visibilidade ligeiramente superior, já que o ponto radiante alcança maior altitude no céu dessas regiões.

Para encontrar a área de origem aparente dos meteoros, o observador deve localizar a constelação de Órion, onde se situam as Três Marias, que surge entre o leste e o nordeste após a meia-noite. Como os rastros riscam diferentes quadrantes da abóbada celeste, o próximo passo para o leitor é escolher um ponto descampado e seguro, longe das luzes das grandes cidades, antes do clarear do dia.

Com informações de G1 e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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