Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Política

Cidades do Vale do Jequitinhonha lideram ranking de abstenção nas eleições

Oito dos dez municípios com maior percentual de ausência nas urnas ficam no estado, puxados pela baixa renda e desafios sociais.

Região dos Vales em Minas Gerais
Vista de município na região fronteiriça dos Vales, em Minas Gerais · Foto: Túllio F / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Oito das dez cidades que registraram as maiores taxas de abstenção em todo o país no primeiro turno das eleições de 2026 estão localizadas em Minas Gerais. O topo do ranking nacional é ocupado por Rio Vermelho, onde 40,09% dos eleitores aptos a votar decidiram não comparecer às urnas no domingo (4).

O número chama atenção por escancarar desigualdades de acesso nas áreas do estado. Segundo pesquisadores, as altas taxas de ausência não são obra do acaso: seis dessas cidades integram a região do Vale do Jequitinhonha, uma área que historicamente enfrenta desafios socioeconômicos e conta com indicadores de desenvolvimento mais baixos do que a média brasileira.

A lista segue encabeçada pelas também mineiras Santo Antônio do Itambé, com 39,55% de ausentes, e Serra Azul de Minas, com 38,71%. Na sequência, estão Santa Maria do Suaçuí, Chapada do Norte, Jenipapo de Minas, Novo Cruzeiro e Materlândia, todas localizadas na mesma extensão geográfica do estado e registrando níveis de ausência acima da marca dos 36%.

A situação econômica da população e os baixos níveis do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) figuram como obstáculos. A falta de dinheiro para deslocamento entre zonas rurais e urbanas, combinada à busca por trabalho em outras regiões, ajuda a justificar o esvaziamento nos colégios eleitorais. Em paralelo, a abstenção também avançou em regiões mais ricas do estado, como no Sul de Minas, que bateu 23% e ultrapassou a média de todo o país.

Com informações de G1 e Metrópoles.

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