Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Cultura

Cineasta Denis Côté debate morte assistida em filme exibido na Mostra de SP

Longa canadense A Violência de Ninguém nasceu após diretor passar por transplante renal e vivenciar experiência de quase morte

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O diretor canadense Denis Côté apresenta na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo o longa-metragem "A Violência de Ninguém", obra que aborda a temática da morte assistida e do isolamento humano.

A produção ganha relevância no circuito de festivais ao discutir dilemas bioéticos e psicológicos a partir de uma narrativa distópica, ambientada em um contexto onde o procedimento é legalizado no Canadá há uma década.

O roteiro acompanha uma mulher solitária que tem como trabalho ajudar pessoas à beira da morte a encerrarem a vida, mantendo uma rotina mecânica ao lado de um cão. A criação artística foi inspirada em um episódio real de quase morte vivido pelo cineasta, que precisou se submeter a um transplante de rim após conviver por anos com uma enfermidade degenerativa.

Côté, que já havia abordado o suicídio assistido em seu filme de estreia, "Estados à Deriva", descreveu a produção como uma representação artística da dança com a finitude. O longa integra a programação oficial do festival paulistano em sessões abertas ao público.

Com informações de UOL e Folha.

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