Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Esportes

Clubes usam camisas para protestar contra proibição das casas de apostas

No retorno do Campeonato Brasileiro, times criticam a Medida Provisória que baniu as empresas financiadoras do esporte

O retorno das partidas da Série A do Campeonato Brasileiro foi marcado por manifestações dos clubes contra a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiu a atuação das casas de apostas esportivas no Brasil. Como quase 70% das equipes da elite nacional tinham as "bets" como suas patrocinadoras master, o banimento imediato forçou os times a taparem as marcas de última hora, transformando os uniformes em instrumentos de pressão contra o governo federal.

O Flamengo assumiu um dos discursos mais duros contra a mudança na lei. Durante a partida contra o Santos, disputada na quinta-feira (8), a equipe carioca estampou a frase "Proibir não é proteger" na área mais nobre da camisa, espaço antes ocupado pela Betano. Ao longo da rodada, outros clubes usaram os espaços publicitários nas transmissões e equipamentos para veicular mensagens como "Não se muda a regra no meio do jogo", subindo o tom sobre o estrago orçamentário da medida.

A proibição preservou apenas as finanças de seis times que já não mantinham contratos com o setor de apostas: Athletico, Coritiba, Esporte Clube Bahia, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino. Para recompor o enorme prejuízo no decorrer do campeonato, as equipes prejudicadas agora correm para atrair empresas alternativas para suas camisas, buscando acordos com aplicativos de varejo, companhias de tecnologia ou intensificando campanhas de sócio-torcedor.

Com informações de UOL, Google Notícias e A Tarde (BA).

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