Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Mundo

Colisão de trens com 69 mortos pressiona governo espanhol durante campanha eleitoral

Identificação das vítimas avança após composição estatal bater em trem parado por falha de sinalização

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O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez enfrenta intensa pressão política na Espanha após a colisão de dois trens deixar 69 mortos, provocando a suspensão temporária dos atos da campanha eleitoral no país nesta segunda-feira (2 de novembro de 2026).

O acidente ocorreu após um trem da companhia estatal Renfe bater na traseira de uma composição da operadora privada Iryo, que havia interrompido a viagem na linha férrea devido a uma falha no sistema eletrônico de sinalização. O desastre figura entre os mais letais do setor ferroviário europeu neste século e representa o segundo choque semelhante ocorrido na Espanha neste ano.

As autoridades espanholas já identificaram 66 das 69 vítimas fatais, incluindo 12 estrangeiros de países como Estados Unidos, França, Portugal e Argentina, enquanto três pessoas continuam desaparecidas. No sábado, a comunidade da pequena cidade de Urda compareceu em peso à igreja de San Juan Bautista para participar de uma missa em tributo aos passageiros vitimados.

O Partido Popular (PP), principal bancada oposicionista, reúne sua executiva nacional para cobrar apurações técnicas sobre a segurança da infraestrutura de transportes, enquanto o governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) reavalia o momento oportuno para retomar os comícios de rua.

Com informações de RFI Brasil e UOL.

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