Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Economia

Consumo das famílias desacelera e deve ter menor alta desde a pandemia no Brasil

Despesas respondem por 63% do PIB e perdem tração sob efeito de endividamento elevado e crédito restrito

O consumo das famílias no Brasil, responsável por cerca de 63% do Produto Interno Bruto (PIB), deve ter em 2026 e em 2027 o menor ritmo de expansão desde a pandemia de covid-19, segundo estimativas de economistas e consultorias do setor financeiro.

A perda de força do principal motor da atividade econômica afeta a geração de empregos e a receita do comércio, transferindo a expectativa de sustentação do crescimento para investimentos produtivos e exportações.

Entre 2021 e 2025, os gastos dos lares cresceram a uma média anual de 3,3%, impulsionados pela recuperação do mercado de trabalho, ampliação de benefícios sociais e alta de mais de 60% nas operações de crédito a pessoas físicas. Para 2026, a projeção é de um avanço próximo a 1%, com analistas prevendo números inferiores ou até estabilidade em 2027.

O enfraquecimento do consumo reflete o comprometimento da renda das famílias com parcelas de financiamentos e dívidas passadas. Ao mesmo tempo, o Governo Federal tende a reduzir estímulos orçamentários para frear o endividamento público, cuja dívida bruta alcançou 82,9% do PIB em agosto, o patamar mais alto em cinco anos segundo dados do Banco Central do Brasil.

Com informações de UOL e Folha.

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