Coronel Renato Garnes defende classificar facções como narcoterroristas
Presidente do Conselho de Comandantes Gerais da PM apoia medida discutida por EUA e países da América Latina.
O atual presidente do Conselho de Comandantes Gerais da Polícia Militar, coronel Renato Garnes, afirmou que considera positiva a iniciativa de classificar as maiores facções criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos narcoterroristas. A declaração reforça o debate nacional sobre o combate ao crime organizado e a adoção de posturas mais incisivas pelas forças de segurança.
A classificação de narcoterrorismo tem ganhado força nos últimos meses, impulsionada por uma coalizão internacional apelidada de "Escudo das Américas". A aliança, promovida pelo governo dos Estados Unidos junto a países latino-americanos, propõe sanções como o congelamento de ativos financeiros, restrições imigratórias e o aumento das penas para membros das facções. O governo brasileiro, no entanto, mantém cautela e não endossou oficialmente a equiparação com o terrorismo internacional.
A declaração de Garnes também dialoga com movimentações no Congresso Nacional, onde propostas buscam alterar a Lei Antiterrorismo para abranger as atividades das facções. Defensores da mudança argumentam que o uso desmedido de violência pelas organizações cria um estado de terror social equivalente ao terrorismo político.
Com informações de G1, UOL e Estadão.
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