Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Economia

Cotado para a Fazenda de Flávio Bolsonaro diz que corte de gastos é temporário

Marcelo Kayath afirma que tesourada nas contas não resolve o problema fiscal em definitivo

O senador Flávio Bolsonaro no Plenário do Senado
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O economista Marcelo Kayath, um dos favoritos para assumir o Ministério da Fazenda em um possível governo de Flávio Bolsonaro (PL), declarou nesta quarta-feira (7) que o corte de gastos públicos não resolverá o problema fiscal do Brasil em definitivo. Em entrevista à CNN, ele defendeu que as reduções servem apenas como um ajuste inicial e temporário.

A declaração evidencia a estratégia econômica que pode ser adotada caso o senador seja eleito. Para Kayath, a contenção de despesas, apelidada de "parada para arrumação", é a condição necessária para que o Banco Central consiga baixar as taxas de juros no país, que encarecem o crédito e freiam o consumo.

Com os juros mais baixos, o economista projeta que o Brasil poderá voltar a crescer entre 3% e 4% dentro de um a três anos, dependendo das condições globais. Essa retomada do crescimento seria a solução permanente para o desequilíbrio das contas públicas, ao invés da simples tesourada no orçamento.

Com informações de UOL, Terra e Veja.

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