Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Política

Críticas a Janja crescem no PT após Lula ficar atrás de Flávio no 1º turno

Aliados defendem maior exposição do vice Geraldo Alckmin para atrelar campanha à responsabilidade fiscal

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições, terminando atrás de Flávio Bolsonaro (PL), gerou desconforto entre aliados e críticas à exposição da primeira-dama, Janja da Silva, na campanha. Diante do risco de derrota, interlocutores do governo passaram a defender mudanças de estratégia para a segunda etapa da disputa.

O movimento expõe uma tentativa de reajustar a imagem da candidatura para atrair eleitores de centro. Na terça-feira (6), durante uma reunião tensa, a ex-senadora Kátia Abreu, recém-filiada ao PT, foi aplaudida ao defender "menos Janja e mais Alckmin" no segundo turno.

A avaliação de parte dos petistas é de que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), precisa de mais visibilidade para atuar como um avalista da responsabilidade fiscal de um eventual novo mandato. Kátia Abreu também criticou a forte concentração de poder do braço paulista do PT, tanto na campanha quanto na Esplanada dos Ministérios.

Apesar das crescentes pressões internas, a assessoria da primeira-dama informou que Janja continuará atuando ativamente na corrida presidencial, sempre com o respaldo de Lula. A equipe busca agora definir os próximos passos e a organização de campo para tentar reverter a desvantagem nas próximas semanas.

Com informações de UOL e Folha.

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