Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Crise de moradia na Espanha deixa 47% dos jovens adultos na casa dos pais

Déficit de imóveis decorrente da crise de 2008 e o avanço do turismo afetam o direito à habitação e geram comoção nacional

O acesso à moradia se consolidou como uma das principais preocupações sociais da Espanha, onde 47,3% dos jovens entre 26 e 34 anos ainda vivem com os pais devido à incapacidade de pagar os altos custos de compra ou aluguel de imóveis no país.

Os números refletem uma mudança estrutural na economia espanhola e agravam o debate público no momento em que a habitação vira pauta de protestos por todo o território nacional. Em 2024, uma em cada quatro famílias espanholas afirmou ter dificuldades para conseguir ou manter um teto, de acordo com relatório da Fundação de Fomento de Estudos Sociais e Sociologia Aplicada (FOESSA).

Especialistas apontam que a atual escassez de habitação decorre do fechamento de construtoras na crise financeira de 2008, o que diminuiu a oferta de novos lares. O cenário se somou ao crescimento da população e ao aumento da especulação imobiliária com os aluguéis de curta temporada para turismo, encarecendo os custos para os moradores locais.

A gravidade da situação ganhou contornos dramáticos nos últimos dias com o caso da aposentada Maricarmen Abascal, de 87 anos. Imagens da idosa sendo retirada de maca por paramédicos de seu apartamento no centro de Madri, onde viveu alugada por sete décadas, causaram comoção nacional e alavancaram os protestos.

Após a repercussão negativa, a aposentada conseguiu celebrar um acordo com a empresa proprietária do imóvel e retornou para sua casa, mas o caso intensificou a pressão política. Na sexta-feira (2), o Parlamento espanhol derrubou medidas emergenciais do governo que tentavam alterar regras para proteger os inquilinos, provocando manifestações massivas no fim de semana.

Com informações de BBC News Brasil e G1.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise