Domingo, 25 de outubro de 2026
Economia

Crise fiscal da França eleva custo da dívida e traz lições para o Brasil

Juros franceses superam 5% pela primeira vez em duas décadas diante da paralisia política

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A deterioração do quadro orçamentário na França provocou uma elevação rápida no custo de financiamento do país europeu, com os juros dos títulos públicos soberanos de dez anos superando o patamar de 5% pela primeira vez desde 2002.

O movimento dos mercados internacionais serve de alerta para a economia brasileira sobre os riscos de postergar o reequilíbrio fiscal, já que a incerteza política encarece o crédito mesmo antes de um país perder o acesso a linhas de captação de recursos.

Segundo a economista Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro Nacional, o prêmio de risco dos papéis franceses em relação aos títulos da Alemanha atingiu 1,6 ponto percentual, o maior nível registrado desde a crise da dívida na zona do euro em 2011. A dívida bruta francesa tem projeção de alcançar 121,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, em compasso com um déficit projetado de 5%.

Ao avaliar precedentes como os resgates da Grécia e de Portugal na década passada, a economista aponta que ajustes preventivos preservam a soberania decisória de um governo, ao contrário de correções drásticas impostas por instituições internacionais durante crises de liquidez.

Com informações de UOL e Folha.

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